Há poucos anos, a escolha da tela em notebooks era uma questão simples de resolução. Modelos básicos traziam telas HD (1366 x 768), enquanto a resolução Full HD (1920 x 1080) ficava restrita aos modelos mais avançados. Atualmente temos uma quantidade consideravelmente maior de variáveis, e vamos entender algumas delas neste texto.
Notebook como um conjunto
Vale começar explicando que o posicionamento do notebook já define boa parte das características da tela. Em um extremo, temos modelos com configurações básicas que não conseguiriam oferecer uma boa experiência com resoluções maiores. No outro, temos componentes tão poderosos que seria um “desperdício” usar uma tela mais simples. Basicamente, você não encontrará um modelo com Core i9 de 12ª geração e RTX 3080 Ti com tela HD por aí.

Há “margem de manobra” em alguns casos, com a escolha entre uma tela Full HD e outra Quad HD (2560 x 1440), que pode fazer sentido em alguns casos. Com resoluções menores, temos mais frames por segundo (FPS), o que pode ser a preferência do usuário. Já com resoluções maiores temos mais detalhes, com jogos mais “bonitos”, assim como uma experiência melhor na hora de trabalhar com edição de vídeo e programas CAD, por exemplo.
Mas temos outras variáveis importantes.
Qual é o foco da máquina?
Resolução à parte, temos outras características dignas de nota. A frequência da tela é uma dela, uma variável medida em Hertz (Hz), uma unidade que significa 1/segundo. Ou seja, uma tela de 120 Hz conta com 120 atualizações por segundo, e quanto maior a frequência, mais quadros por segundo a tela será capaz de exibir. Em modelos gamer avançados, 144 Hz e 240 Hz já se tornaram realidades, significando 144 e 240 atualizações por segundo, respectivamente.
Já quem trabalha com aplicativos profissionais foca em outras variáveis importantes. Uma delas é a precisão da tela. Ou seja, a capacidade da tela de reproduzir de maneira fidedigna as cores reais de um produto. O que é algo especialmente interessante na hora de trabalhar com correção de cor em vídeos e simulações e projeções em aplicativos de arquitetura, para ficar em alguns poucos exemplos.
Vale frisar que todas essas variáveis não são mutuamente exclusivas e, mais do que isso, costumam vir em conjunto.
Conjunto e foco
Vamos considerar um notebook de altíssimo desempenho, como o modelo com Core i9 e RTX 3080 Ti que mencionamos no começo deste artigo. Não raro ele oferece uma tela com resolução Quad HD e frequência de 240 Hz, o que é natural. Afinal, uma máquina dessas é perfeitamente capaz de sustentar um jogo com a configuração oferecida. Mas qual será a precisão dela?
Resposta: bastante acima da média. Uma tela com essas características é algo caro de produzir, e fabricantes não arriscarão uma experiência ruim focando apenas na resolução e frequência para conquistar o consumidor. Ou seja, uma máquina que possua essa tela focada em jogos também oferece uma precisão maior para quem trabalha com aplicativos profissionais.
É um caso semelhante ao que acontece com placas de vídeo: um modelo que traga uma RTX 3080 Ti entrega não apenas uma excelente experiência em jogos, como também é capaz de oferecer uma excelente experiência na hora de editar vídeos ou usar programas CAD. Essa é uma das grandes vantagens dos notebooks: temos conjuntos equilibrados, capazes de oferecer o melhor dos dois mundos (trabalho e jogos).

Para encerrar, vale destacar que o C65 HYB da Avell oferece tudo o que mencionamos aqui, sendo excelente tanto para trabalhar quanto para jogar.

















Comentários (0)
Você precisa para comentar